quarta-feira, 23 de março de 2011

Saiba qual é a diferença entre desenho adaptável e desenho universal.

Quando uma sociedade se acha no direito de não se adaptar à toda a diversidade humana cria, sistemática e progressivamente, situações de exclusão – nem sempre facilmente percebidas como tal. Como são tomadas algumas medidas de acessibilidade para facilitar a inserção de pessoas com a diversidade ou a deficiência escolhida, fica sempre a impressão equivocada de que se está praticando é a inclusão, embora o modelo seja de integração.
    A título de exemplo poderíamos citar o caso de uma empresa que contrata um intérprete de Libras para os empregados surdos, mas não prepara o ambiente profissional para uma inclusão efetiva. No dia em que o tradutor falta, os outros empregados não conseguem se comunicar com as pessoas surdas. Embora a decisão da empresa tenha sido correta, ela se ressente da ausência de uma reflexão mais aprofundada sobre a diversidade, o que reduz o seu alcance ao limite de providência pontual, descontextualizada de uma verdadeira perspectiva da inclusão.
    No âmbito da acessibilidade, o movimento pela integração teve vida longa e defendia, principalmente, transformações no ambiente arquitetônico. Já na década de 60, algumas universidades americanas haviam iniciado as primeiras experiências de acessibilidade transformando suas áreas externas, estacionamentos, salas de aula, laboratórios, bibliotecas e lanchonetes. Nos anos 70, graças ao primeiro Centro de Vida Independente do mundo, aumentaram a preocupação e os debates sobre soluções que pudessem provê-las com o direito de ir e vir em qualquer ambiente.

Vida Independente
    As pessoas com deficiência viveram, durante muito tempo, sob a tutela de instituições, especialistas ou familiares, que os tratavam como alvo de caridade. No final dos anos 60, nos Estados Unidos, pessoas com deficiências severas, marginalizadas da sociedade, deram um verdadeiro grito de independência, deflagrando o Movimento de Vida Independente, que se multiplicaria pelo planeta. Nesse contexto, independente significava não-dependente da autoridade institucional ou familiar. Esta mobilização ensejou o surgimento dos Centros de Vida Independente, que contribuíram para a ampliação de múltiplas dimensões da acessibilidade: arquitetônica, educacional, de trabalho, tecnologia assistiva, defesa de direitos, setor de transportes etc.
    Mas foi na década de 80, com a pressão do Ano Internacional das Pessoas Deficientes (1981), que o movimento ganhou força, inclusive no Brasil, com a realização de campanhas que exigiam não apenas a simples eliminação de barreiras (desenho adaptável), mas também a não-inserção de barreiras (desenho acessível). A principal diferença entre esses dois conceitos é que, no primeiro, a preocupação é no sentido de adaptar os ambientes obstrutivos. No segundo, a meta está em exigir que os arquitetos, engenheiros, urbanistas e desenhistas industriais não incorporem elementos obstrutivos nos projetos de construção de ambientes e de utensílios.
   O Desenho Universal é um conceito razoavelmente novo dentro da concepção de formação das cidades que, se utilizado na produção de espaços ou de objetos, permite a igualdade no seu emprego por TODOS, inclusive pelas pessoas com deficiências ou com mobilidade reduzida. 
    Uma comissão criada em 1963, em Washington, EUA, com o objetivo de apresentar projetos de edificações, áreas urbanas e equipamentos que pudessem atender pessoas com deficiência, deu início a este novo conceito, chamado na época de “Desenho livrede barreiras”.
    O Desenho Universal vai além deste pensamento de eliminação de barreiras.Trata-se de evitar a necessidade de produção de ambientes ou elementos especiais para atenderem públicos diferentes.
    Ele é um conceito utilizado na produção de objetos e espaços que buscam contemplar respectivas utilizações por quaisquer pessoas, de forma completa, segura e irrestrita.
    Esta definição de público usuário como sendo TODOS inclui não apenas a universalidade numérica, mas, e principalmente, a enorme gama de variações do ser humano: altos, baixos, obesos, idosos, crianças, gestantes e, também, pessoas com deficiências diversas.
    Uma das grandes dificuldades de se aplicar este conceito, nos dias de hoje, é o desconhecimento técnico sobre o tema demonstrando o importante papel das universidades, dos centros de formação técnica e dos institutos de produção e pesquisa. Este desconhecimento gera o que pode ser o maior dos impasses para a utilização do conceito do Desenho Universal que é a falsa realidade do acréscimo do custo da obra, que na maioria dos casos não ultrapassa a 2% do total1.
    Para um bom entendimento do que é o Desenho Universal é importante diferenciá-lo do desenho acessível. O desenho acessível é o conceito que busca desenvolver edificações, objetos ou espaços que sejam acessíveis às pessoas com mobilidade reduzida (o que antigamente se resumia às pessoas com deficiência), em muitos casos adequá-los a este público específico, produzindo elementos diferenciados.

    As figuras demonstram exemplos de Desenho Acessível onde, em ambos os casos, foi criado um modelo de telefone público voltado a um grupo de pessoas (altos e em pé) e um outro aparelho para as pessoas sentadas ou de baixa estatura





     Já o Desenho Universal tem uma proposta mais ampla que é atender uma gama muito maior de pessoas. Ele busca produzir uma edificação, um espaço ou um objeto que atendam a todas as pessoas, inclusive aquelas que possuem alguma limitação da mobilidade, sem serem necessárias adaptações especiais.


Fonte: Mídia e deficiência / Veet Vivarta, coordenação. – Brasília: Andi ; Fundação Banco do Brasil, 2003.
Manual Brasil acessível



fonte: http://www.deficientesemacao.com/desenho-universal


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Desenho Universal

O Desenho Universal é um modo de concepção de espaços e produtos visando sua utilização pelo mais amplo espectro de usuários, incluindo crianças, idosos e pessoas com restrições temporárias ou permanentes.
Baseia-se no respeito à diversidade humana e na inclusão de todas as pessoas nas mais diversas atividades, independente de suas idades ou habilidades.
A meta é atingir um desenho de qualidade no qual, além de requisitos estéticos, é fundamental o fácil entendimento sobre o uso (legibilidade), a segurança e o conforto para todos. Logo não significa conceber espaços especiais para pessoas especiais mas, sim, dotar o espaço de qualidades que beneficiem a todos.
Princípios do Desenho Universal
1. Uso Eqüitativo - O desenho é utilizável por pessoas com habilidades diversas.
Norma 1a: Prover os mesmos significados de uso para todos os usuários: idêntico quando possível, equivalente quando não possível.
Exemplo: Portas com sensores se abrem sem exigir força física ou alcance das mãos de usuários de alturas variadas (as mãos podem estar ocupadas).

Norma 1b: Impedir segregação ou estigmatização dos usuários.
Exemplo: Rampa adjacente a uma escada impede a segregação de pessoas com restrições de mobilidade.

Norma 1c: Prover privacidade, segurança e proteção de forma igual a todos os usuários.
Exemplo: Barras de apoio no sanitário permitem que a pessoa faça a transferência da cadeira de rodas para o vaso sanitário de forma segura.

Norma 1d: Tornar o desenho atraente para todos os usuários.
Exemplo: Cores que estimulam os sentidos fazem com que o ambiente se torne mais agradável.

2. Uso flexível - O desenho acomoda uma ampla faixa de preferências e habilidades.
Norma 2a: Prover escolhas na forma de utilização.
Exemplo: Computador com teclado e mouse possibilita escolha na entrada dos dados.

Norma 2b: Acomodar acesso e utilização para destros e canhotos.
Exemplo: Guarda-corpos e guias em ambos os lados de um caminho provêem proteção e estabilidade em ambas as direções para canhotos e destros.

Norma 2c: Facilitar a precisão e acuidade do usuário.
Exemplo: A marcação arquitetônica da entrada de um prédio facilita ao visitante seu reconhecimento já do estacionamento.

Norma 2d: Prover adaptabilidade para a velocidade (compasso, ritmo) do usuário.
Exemplo: Escadas rolantes devem dispor de um patamar no início e término da escada, para que haja um tempo de adaptação à mudança de velocidade no deslocamento do usuário.

3. Uso simples e intuitivo - O desenho é fácil de ser compreensão e independe da experiência, conhecimento, habilidades de linguagem, ou nível de concentração do usuário.
Norma 3a: Eliminar a complexidade desnecessária.
Exemplo: Utilizar simbologia internacional e de fácil identificação para garantir informação, como a localização de sanitários.

Norma 3b: Ser coerente com as expectativas e intenções do usuário.
Exemplo: Localizar os mapas e placas informativas próximas às circulações verticais, para o usuário Ter acesso à informação ao chegar no pavimento.

Norma 3c: Acomodar uma faixa larga de habilidades de linguagem e capacidades em ler e escrever.
Exemplo: Informações adaptadas aos deficientes visuais, como mapas táteis, orientam a todos.

Norma 3d: Organizar as informações de forma compatível com sua importância.
Exemplo: Hierarquizar as informações, através da utilização de placas maiores e menores, priorizando a informação essencial.

Norma 3e: Providenciar respostas efetivas e sem demora durante e após o término de uma tarefa.
Exemplo: O elevador deve emitir sinal sonoro e luminoso ao abrir e fechar, permitindo seu uso com segurança as pessoas com restrições sensoriais.

4. Informação de fácil percepção - O desenho comunica a informação necessária para o usuário, independente de suas habilidades ou das condições do ambiente.
Norma 4a: Usar diferentes maneiras ( pictórico, verbal, táctil) para apresentação redundante de uma informação essencial.
Exemplo: Mapas em alto relevo permitem que as pessoas com restrições visuais identifiquem o ambiente em que se encontram.

Norma 4b: Maximizar a legibilidade da informação essencial.
Exemplo: Toda informação deve chamar a atenção do usuário, através do contraste entre fundo e figura e com o entorno.

Norma 4c: Diferenciar elementos de forma a poderem ser descritos ( isto é, tornar mais fácil dar informações ou direções).
Exemplo: Grandes edifícios devem criar referenciais, como a presença de água, que além de estimular os sentidos facilita a orientação das pessoas com restrições sensoriais e cognitivas.

Norma 4d: Prever compatibilidade com uma variedade de técnicas ou procedimentos usados por pessoas com limitações sensoriais.
Exemplo: Através da utilização do piso guia, a pessoa com restrição visual direciona-se ao longo de um percurso.

5. Tolerância ao Erro - O desenho minimiza riscos e conseqüências adversas de ações acidentais ou não intencionais.
Norma 5a: Organizar os elementos para minimizar riscos e erros: os elementos mais usados mais acessíveis; elementos de riscos ou perigosos eliminados, isolados ou protegidos.
Exemplo: Elevadores com acesso ao público devem estar em locais de destaque; elevadores de serviço devem estar mais reservados.

Norma 5b: Providenciar avisos de riscos e de erro.
Exemplo: Garantir que o tráfego de ciclistas seja seguro, dispondo de sinaleiras específicas em ciclovias que cruzam vias de trânsito intenso de veículos.

Norma 5c- Providenciar características de segurança na falha humana.
Exemplo: Elevadores com sensores impedem seu fechamento durante a passagem de uma pessoa.

Norma 5d- Desencorajar ações inconscientes em tarefas que exijam vigilância.
Exemplo: Sinaleiras sonoras e luminosas nos passeios providenciam avisos aos pedestres sobre a constante entrada e saída de veículos das garagens.

6. Baixo Esforço Físico - O desenho pode ser usado eficientemente, confortavelmente e com o mínimo de fadiga.
Norma 6a: Permitir ao usuário manter uma posição corporal neutra.
Exemplo: Disponibilizar balcões em duas alturas permitindo a aproximação de pessoas em cadeiras de rodas e crianças.

Norma 6b: Usar forças moderadas na operação.
Exemplo: Torneiras acionadas por pressão não requerem grande esforço físico.

Norma 6c: Minimizar ações repetitivas.
Exemplo: A maçaneta de porta do tipo alavanca evita o movimento repetitivo de girar a mão.

Norma 6d- Minimizar a sustentação de um esforço físico.
Exemplo: Rampas rolantes permitem o deslocamento do usuário sem esforço.

7. Dimensão e espaço para aproximação e uso – Prover dimensão e espaço apropriados para o acesso, o alcance, a manipulação e o uso independente do tamanho do corpo, da postura ou mobilidade do usuário.
Norma 7a: Colocar os elementos importantes no campo visual de qualquer usuário,
sentado ou em pé.
Exemplo: Uma abertura de vidro lateral na porta assegura a visibilidade para pessoas de qualquer estatura.

Norma 7b: Fazer com que o alcance de todos os componentes seja confortável para qualquer usuário, sentado ou em pé.
Exemplo: Barras de apoio dispostas horizontal e diagonalmente facilitam o uso do sanitário por pessoas de habilidades variadas.

Norma 7c: Acomodar variações da dimensão da mão ou da empunhadura.
Exemplo: Portas com maçanetas em alça acomodam empunhaduras variadas.

Norma 7d: Prover espaço adequado para o uso de dispositivos assistivos ou assistência pessoal.
Exemplo: Dispositivos de segurança utilizados em metrôs, livrarias, etc, devem comportar a passagem de uma cadeira de rodas.

Ergonomia e os princípios do desenho universal
Cabe a ergonomia ajudar a transformar positivamente as condições de trabalho para as pessoas com restrições, tanto à nível organizacional quanto ambiental. É neste último – ambiente físico, mobiliário e equipamentos – que os conhecimentos específicos do desenho universal são fundamentais.
As diferentes restrições:
Há uma dificuldade em classificar as deficiências, principalmente devido ao seu largo espectro.
Há portanto variações na classificação entre os países, segundo os médicos, educadores, etc.
Para a ERGONOMIA: classificação conforme o ambiente e os equipamentos relacionados às necessidades especiais dos usuários. (Sob este enfoque, uma pessoa pode possuir uma deficiência e não ser deficiente.
Exemplo: indivíduo que possui uma uma falange, e não encontra dificuldade para realizar atividades no seu trabalho).

Restrição: indica o grau de dificuldade que cada indivíduo possui para realizar alguma atividade. Termo utilizado pela Organização Mundial da Saúde (International Classification of Functioning, Disability and Health), de 2001.
• Restrição sensorial: refere-se às dificuldades na percepção das informações do meio ambiente devido a limitações nos sitemas sensoriais (auditivo, visual, paladar/olfato, háptico e orientação);
• Restrições cognitivas: refere-se às dificuldades no tratamento das informações recebidas (atividades mentais) ou na sua comunicação através de produção linguística devido a limitações no sistema cognitivo;
• Restrições físico-motoras: refere-se ao impedimento, ou às dificuldades encontradas em relação ao desenvolvimento de atividades que dependam de força física, coordenação motora, precisão ou mobilidade;
• Restrições múltiplas: decorrem da associação de mais de um tipo de restrição de natureza diversa.
Causas das restrições:
Qualquer indivíduo pode ter restrições no desempenho de uma atividade.
1. deficiência
2. idade avançada
3. condições sócio-culturais
4. desenho do ambiente

No Brasil
ONU: entre 10% e 15% de pessoas são portadoras de algum tipo de deficiência, que varia conforme seu grau de desenvolvimento. Quando a estimativa gira em torno de 10%, a distribuição das porcentagens para cada tipo de deficiência é estimada da seguinte forma:
-5% para mental
-2% para física
-1,5% para auditiva
-1% para múltipla
-0,5% para visual

Censo do IBGE: 14% da população brasileira é atingida por algum tipo de deficiência.
 

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Filmes Relacionados a PNE's

À Primeira Vista
Virgil, um homem que ficou cego após um acidente na infância, é convencido por Amy, que por ele se apaixona, a fazer um novo tratamento especial. Esta cirurgia é realizada com sucesso e ele recomeça tudo de novo, reaprendendo a enxergar à luz do dia e a conhecer a força do amor.

Além dos Meus Olhos - (Eye On The Sparrow)
Após alguns anos de casados, James e Ethel, que são cegos descobrem que não podem ter filhos. Quando decidem adotar uma criança, eles têm que enfrentar uma série de barreiras legais - e provar que são capazes de cuidar de alguém.

Amargo Regresso
Um retrato realista dos efeitos da guerra do Vietnã nas famílias dos soldados americanos. Enquanto seu marido luta no Vietnã, mulher se apaixona por um soldado paraplégico, amargurado pelas memórias traumáticas da guerra.

Castelos de Gelo - (Ice Castles) 
Patinadora adolescente é descoberta por famosa treinadora, que transforma a garota em campeã mundial. No auge da fama, ela sofre acidente, que a deixa cega, tendo de recomeçar do zero, com a ajuda do namorado.

Dançando no Escuro
Uma imigrante tcheca leva uma vida cheia de dificuldades trabalhando nos Estados Unidos, vivendo numa caravana, com seu filho de 12 anos. Ao descobrir que está perdendo a visão lentamente, tenta a todo custo esconder o fato de todos, principalmente do seu filho, porque ela descobre, também, que a doença é genética.

Eterno Amor 
O filme é uma bela historia de amor adaptada do livro Um Long Dimanche de Fíançaiiies, de Sébastien Japrisot, que tem como pano de fundo a 1ª Guerra Mundial. Eterno Amor é do mesmo diretor de O Fabuloso Destino Poulain e traz no elenco Audrey Tatou (também de Amélia Poulain) como protagonista. Mathilde, a personagem de Tatou, tem deficiência física, em virtude de poliomelite adquirida na infância. Mas a deficiência nunca foi obstáculo para impedi-la de correr atrás de seu amor e não mediu esforços para conseguir o que realmente desejava. Eterno Amor é um filme francês.


Feliz Ano Velho 
Vencedor de seis prêmios no Festival de Gramado, inclusive o de melhor roteiro, narra história de um universitário que mesmo sendo mergulhador fica tetraplégico após um mergulho em um lago raso. Na cadeira de rodas, recorda a sua adolescência.

Filhos do Silêncio 
Oscar e Globo de Ouro de melhor atriz e Urso de Prata no Festival de Berlim para direção. História de um professor de linguagem dos sinais para surdos que apaixona-se por uma surda-muda que tem dificuldades de relacionamento com as pessoas.

Forrest Gump - O Contador de Histórias 
Oscar de melhor filme, ator, diretor, roteiro, montagem e efeitos especiais. O filme mostra como um rapaz com QI abaixo da média, consegue, por acaso, viver um período da história dos EUA. No filme há participação de um amputado das pernas.

Janela da Alma 
Um documentário sobre a deficiência visual, no qual 19 pessoas com diferentes graus - da miopia à cegueira total, falam como vêem os outros e como percebem e sentem o mundo. Personalidades como Marieta Severo (atriz), Hermeto Pascoal (músico), Arnaldo Godoy (vereador), Evgen Bvacar (fotógrafo e professor de estética da Surbone), José Saramago (prêmio Nobel), Wim Wenders (cineasta), Oliver Sachs (neurologista), e muitos outras fazem surpreendentes e inesperadas revelações sobre a visão. Premiações.

Johnny vai à Guerra
Ganhou o Prêmio do Júri no Festival de Cannes. Um jovem volta da primeira guerra mundial, drasticamente mutilado, sem as pernas, braços e, ainda, sem um pedaço da face, fica num leito de hospital. A chocante mensagem anti-bélica foi censurada em diversos países.

King Gimp 
Vencedor do Oscar Documentário que retrata a condição de vida de um jovem com paralisia cerebral.

Lágrimas do Silêncio
Nesta história a personagem, surda, entrega a filha aos cuidados da avó, até recuperar-se emocionalmente após a morte do marido. Durante este tempo, a avó apega-se de tal forma à neta, que requer sua guarda em processo na justiça.

León e Olvido
O filme que nos ensina a conhecer a síndrome de Down - Olvido é uma mulher de 21 anos. León, seu irmão, tem síndrome de Down. Faz 4 ou 5 anos que ficaram órfãos e, como única herança, eles têm a casa onde moram e um carro velho. Entre eles começa desenvolver-se, de modo cada vez mais desesperado, um conflito: Olvido quer que León aceite morar em um internato ou que vá e volte sozinho da escola e se ocupe, pelo menos, de suas coisas e de algumas tarefas domésticas; por sua vez, León faz todo o possível para que suas atividades, responsabilidades e tarefas sejam mínimas e sua irmã cuide dele de corpo e alma. O desespero de Olvido vai aumentando e a tenacidade de León será continuamente posta à prova. Para ambos ocorrem situações muito extremas, das quais será difícil que eles saiam ilesos.

Meu Pé Esquerdo
Oscar de melhor ator e atriz coadjuvante. Esta é a história real do escritor e pintor irlandês Christy Brown, seqüelado de paralisia cerebral, desde bebê, que conseguiu pintar e escrever usando para isto, apenas o seu pé esquerdo.

Mr. Holland - Adorável Professor
Um homem que trabalha como professor para sustentar a família, tem um desejo de compor uma sinfonia. Quando sua esposa dá a luz ao filho do casal, ele descobre que a criança é surda. Esta descoberta o faz sofrer muito e, então, ele decide organizar um concerto para pessoas com deficiência auditiva.

Nascido em 4 de julho - (Born On The Fourth Of July)
Soldado americano que defendia ideais de seu país, é ferido no Vietnã e fica paraplégico. No hospital, começa a questionar a posição americana na guerra e se decepciona. Torna-se um ativista político e é considerado traidor. Baseado em história real. Oscars para direção e montagem.

Nell
Um médico e uma psicóloga que tentam integrar e adequar uma pessoa criada sem qualquer contato com o mundo até os trinta anos, sem deixar que ela perca sua individualidade. Esta pessoa é Nell, que durante sua vida, inclusive, criou sua própria linguagem.

O Colecionador de Ossos
Após um acidente, o brilhante investigador policial fica tetraplégico. Entretando, apaixonado pela profissão continua trabalhando e, com a ajuda de uma policial novata, mas dedicada e perspicaz, consegue desvendar o misterioso enigma do assassino que mata avisando antes.

O Despertar para Vida
Depois de sofrer um grave acidente, um jovem escritor tem que freqüentar um centro de reabilitação, em uma cadeira de rodas. Um motociclista racista e rebelde e um negro alcoólatra e paquerador são alguns de seus companheiros. Eles descobrem no companheirismo novos horizontes para suas vidas.

O Franco Atirador
As seqüelas que a guerra no Vietnam deixa em três amigos, dos quais dois são paraplégicos. O filme conta a história destes amigos.

O Homem Elefante
A história de John Merrick (John Hurt), um desafortunado cidadão da Inglaterra vitoriana que era portador do caso mais grave de neurofibromatose múltipla registrado, tendo 90% do seu corpo deformado. Esta situação o leva ser atração em circos de aberrações, vítima desta doença que o deforma, este homem tenta a todo custo recuperar a sua dignidade (história real).

O Oitavo Dia
Prêmio de melhores atores em Cannes. Ao vagar sem rumo pelas estradas da França, um empresário estressado, por pouco atropela um jovem com da Síndrome de Down. O empresário leva-o no seu carro e a partir daí nasce uma profunda amizade entre os dois.

O Óleo de Lorenzo
O filme é baseado em fatos reais. Conta a história de Lorenzo e da luta dos seus pais para salvá-lo de uma rara doença, recusando o prognóstico médico de uma doença incurável, com perspectiva de vida de dois anos.

Perfume de Mulher
Um ex-capitão cego e amargurado e um jovem contratado para acompanhá-lo em um tour pela Itália. Esta é a história do filme, que mostra a amizade entre os dois. Ele descobre mulheres atrativas, usando seu apurado olfato. O filme mostra variados cenários da Itália para ilustrar a condição de um homem que está condenado à cegueira, mas pouco disposto a aceitar suas limitações.

Prisioneiros do Silêncio
Uma mãe descobre as maneiras de comunicar-se com seu filho autista, após levá-lo à uma instituição especializada.

Rain Man
Rapaz viaja a asilo a fim de aproximar-se do irmão autista e herdar toda a fortuna paterna sozinho. Em sua viagem de volta, os dois redescobrem os antigos sentimentos e passam a viver juntos e sem ressentimentos.

Sempre Amigos
O filme conta a história de dois meninos e da amizade entre eles. Kewin sofre de distrofia muscular, e é super-dotado. Max, com 13 anos, tem pouca inteligência, é muito arredio e não tem amigos, é forte e grande. Uma grande amizade entre eles se inicia quando Kewin e sua mãe se tornam vizinhos de Max.

Simples como amar
Mãe superprotetora que não aceita a recuperação da filha jovem com leve problema mental que volta de uma escola especial dizendo que arranjou um namorado. A mãe é contra esse relacionamento, mas o amor pode falar mais alto.

Sonata de Outono
Este filme narra a história de um pianista e sua relação com as filhas, das quais, uma sofre de doença neurológica degenerativa.

Testemunha do Silêncio
Um casal de irmãos assiste ao assassinato dos pais, o menino tem 9 anos e é autista. A polícia pede ajuda a um dos maiores especialistas no tratamento de crianças autistas, para desvendar o crime.

Tudo pela Vida
A relação insuportável que uma artista de novela que sofre um acidente, tem com as suas enfermeiras, que a acompanham no tratamento de recuperação na casa dos pais. Então, começa uma amizade entre a atriz e uma destas enfermeiras.

Uma Lição de Amor - (I Am Sam)
O filme acompanha a trajetória de Sam Dawson, um adulto com a idade mental, a inocência e a sinceridade de uma criança de sete anos. Um homem que o destino quis que se tornasse pai solteiro de Lucy. Embora tivesse dificuldades, com a ajuda de amigos muito especiais, Sam conseguiu fazer dos primeiros anos de vida de Lucy, uma infância repleta de amor e alegria.


Uma Mente Brilhante - (A Beautiful Mind)
Um gênio da matemática que, aos 21 anos, formulou um teorema que provou sua genialidade e o tornou aclamado no meio onde atuava. Mas aos poucos o belo e arrogante John Nash se transforma em um sofrido e atormentado homem, que chega até mesmo a ser diagnosticado como esquizofrênico pelos médicos que o tratam. Porém, após anos de luta para se recuperar, ele consegue retornar à sociedade e acaba sendo premiado com o premio nobel



























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terça-feira, 22 de março de 2011

Empresas não se dedicam à retenção de deficientes

Pesquisa mostra que só 6% das companhias no Brasil têm planos para manter profissionais com deficiência e apenas 5,7% não têm dificuldades para contratar


Mão na cadeira de rodas
Rotatividade entre pessoas com deficiência é de 80% no mercado brasileiro
São Paulo – Apesar dos esforços para cumprir a legislação, que garante a reserva de vagas para deficientes em empresas com pelo menos 100 funcionários, apenas 6% das empresas brasileiras possuem um plano para reter esses empregados, segundo um levantamento feito pela Plura Consultoria e Inclusão Social com 71 empresas de vários setores, entre agosto e novembro de 2010.


Dados do Ministério do Trabalho e Emprego mostram que, entre 2007 e 2009, o número de pessoas deficientes empregadas no Brasil caiu 17,3%, sendo que, no mesmo período, o trabalho formal no país subiu 9,6%. Essa queda é refletida por outro dado revelado pela pesquisa da Plura Consultoria: apenas 5,7% não citaram dificuldades em contratar profissionais com deficiência.O estudo também identificou que a taxa de rotatividade de pessoas com deficiência no mercado nacional é de 80%, valor que, segundo 58% das empresas participantes, corresponde ao mesmo número dos demais funcionários. Entre os outros 42%, a rotatividade entre deficientes é maior.

Para 36,1% dos entrevistados, esses números podem ser explicados pela baixa qualificação e experiência dos candidatos - os maiores obstáculos para a inclusão, segundo as empresas. Apesar disso, 68% dos participantes da pesquisa afirmaram que o desempenho dos deficientes é similar ao dos outros funcionários, 26% acreditam que a performance é pior, e 6% acham que é melhor.
Outras barreiras encaradas pelas empresas para contratar pessoas desse grupo são a resistência dos gestores em aceitar deficientes na equipe, com 27,7%, a dificuldade de recrutar pessoas que se encaixem nos critérios estipulados no processo seletivo da empresa, que é apontada por 19,4% dos participantes e a falta de engajamento na equipe, com 11,1% das respostas.
Mesmo ainda com uma política incipiente de contratação e retenção de profissionais deficientes, as empresas avaliam bem o desempenho e sua presença na companhia. Para 50% dos entrevistados, a inclusão tornou o ambiente de trabalho mais humano, 20% acreditam que ela melhorou a percepção de gestores e equipes e 12% viram melhora no clima da organização, enquanto 18% não perceberam mudança alguma.


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Esperma age como antidepressivo natural


Publicado na revista Scientific Americanum artigo sobre o estudo que conclui que o esperma age como um remédio natural para depressão. Sim, fazer sexo faz bem para o corpo e a mente, mas o caso aqui não se trata de uma questão emocional, mas, sim, fisiológica. Segundo o estudo, feito pela Gallup and Rebecca Burch, em conjunto com o psicólogo Steven Platek, da Universidade de Liverpool, é possível que o esperma atue sobre as mulheres como um antidepressivo natural. Aparentemente, logo que o esperma é absorvido pela vagina, ele age sobre os hormônios femininos. O sêmen masculino é rico em componentes químicos como neurotransmissores, hormônios, endorfinas e imunossupressores, entre eles a serotonina, um dos mais famosos e conhecidos antidepressivos, e oxytocic, conhecido como o hormônio da confiança e do amor. Boa notícia, mas nem por isso devemos esquecer a camisinha. Sexo seguro é sempre a melhor escolha. [...]


Nota: Cada vez as pesquisas surpreendem mais os estudantes da sexualidade humana. A interação perfeita entre os sexos é algo impressionante e aponta para o design inteligente. Como explicar de outra maneira a fina interação química entre o sêmen e os hormônios femininos? Já é difícil (senão impossível) do ponto de vista darwinista explicar a diferenciação anatômica e fisiológica compatível entre macho e fêmea (uma dupla mutação que deveria ter ocorrido numa mesma época e num mesmo espaço geográfico), agora imagine explicar na base da tentativa e erro esses requintes emocionais relacionados com neurotransmissores, hormônios, endorfinas e imunossupressores. Essa pesquisa sugere também que os órgãos sexuais anatômica e bioquimicamente projetados para o sexo são o pênis e a vagina. A notícia apenas escorrega no fim, quando recomenda o uso da camisinha (o que obviamente bloqueia a capacidade antidepressiva do sêmen) para a prática do “sexo seguro”. O verdadeiro sexo seguro é aquele praticado com a pessoa certa, no momento certo e no contexto certo. Ou seja, nos limites do casamento.[MB]

fonte:


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Heróis segundo a Bíblia

Heróis segundo a Bíblia
/ REALIDADE EM FOCO / Publicado por Felipe Lemos - 21/03/2011 | 08:06h
Eu não me lembro de ter lido em algum meio de comunicação, até agora, o nome completo dos cerca de cinquenta homens envolvidos na usina de energia nuclear em Fukushima, no Japão, com a finalidade de reparar os danos causados pelos tremores ocorridos recentemente no país. Você provavelmente também não sabe o nome de nenhum deles. Mas estão sendo chamados mundialmente de heróis. Heróis anônimos em algumas menções. No entanto, o que hoje significa ser um herói. Qual a conotação por trás desta palavra? 
O conceito de herói é bem diversificado na mente humana. Os 33 trabalhadores mineiros, que conseguiram recentemente sair vivos de uma mina no Chile, foram aclamados como heróis. E o feito foi digno de nota. Providência divina sem dúvida alguma. Mas há outros que, nas artes e mesmo no entretenimento barato e de mau gosto, também são classificados de heróis. Programas televisivos de anestesia moral e mental tratam de eleger alguns ícones do comportamento irresponsável como heróis. 
A história dos homens de Fukushima, que está sendo narrada em segundo plano neste episódio lamentável dos terremotos e tsunamis mundiais, veio a minha mente hoje como uma lição importante para nossa vida. O motivo é que a atitude deles, apesar de parecer estranha, mostra-nos que o heroísmo verdadeiro - ou heroísmo bíblico como prefiro chamar - tem relação com outros aspectos. Obviamente eles estão colocando sua vida em risco ao se exporem à contaminação radioativa. Mas destaco alguns recortes das atitudes deles que me fazem pensar:
Heróis são anônimos muitas vezes - Na Bíblia há, ao menos, duas menções do nome Obadias. Uma delas se refere a um homem, que servia ao rei de Israel à época Acabe, e que havia sido responsável por esconder cem profetas de Deus da temida e impiedosa esposa do monarca, a rainha Jezabel, uma mulher estava determinada a matar quem se insurgisse contra seus cultos idólatras. O feito de Obadias, relatado em I Reis 18, foi importante, porque ele colocara em risco sua própria vida ao se voltar contra uma ordem real com efeitos de obrigação. Mas você não vai encontrar nenhum agradecimento público, entrega de medalha de honra ao mérito e tampouco qualquer outra referência ao nome de Obadias neste contexto na Bíblia. Heróis, muitas vezes, permanecem no ostracismo, mas seus atos não.
Heróis servem a uma causa maior - O conceito do líder servidor no mundo corporativo e competitivo hoje é bem mais comum do que em tempos passados. Ou seja, aquele sobre o qual repousam responsabilidades que afetam um determinado grupo precisa entender que servir é sua primeira e mais importante atitude. Pelo exemplo, ele conquista os liderados. Se falarmos de heróis, a máxima vale da mesma forma. Na Bíblia, encontramos figuras como Moisés, por exemplo, que serviram a uma causa maior apesar de serem mal compreendidos pelos demais e de sofrerem por esta razão. A preocupação essencial de Moisés não era, especialmente durante a travessia do povo hebreu pelo deserto em direção à terra prometida, consigo mesmo ou com seus próprios interesses. O bem maior da comunidade religiosa, aquilo que beneficiaria à maioria, estava em primeiro plano. O mesmo se dá no episódio dos trabalhadores de Fukushima. Ali, a preocupação foi com os riscos de uma expansão de contaminação radioativa que pudesse atingir a muitos.
Heróis bíblicos não cruzam os braços diante dos problemas - Em Fukushima, esta ideia está bem clara nas atitudes demonstradas. Na Bíblia, penso imediatamente em heróis como Josué, jovem líder que sucedeu a Moisés na condução do povo hebreu, mas que enfrentou diversos e diferentes problemas neste caminho. O heroísmo, segundo o livro sagrado, não está tanto em ser ousado a qualquer custo. Isso pode até soar como arrogância e irresponsabilidade. Mas Josué nos ensina, quando liderou a travessia do rio Jordão em período de cheia, ou quando estavam à frente da derrocada das aparentemente intransponíveis muralhas de Jericó, que ser herói é agir mesmo quando a situação parece exigir a desistência pura e simples. Poderia ter cruzado os braços e alegado incapacidade de superar estes e outros obstáculos. Mas sua confiança plena em Deus e a certeza de estar seguindo os planos divinos não permitiam que recuasse ou incentivasse outros a desistir. 
Eu prefiro acreditar em heroísmo à luz da Bíblia e não na fabricação fictícias de heróis que se faz hoje na mídia em geral. O interessante do heroísmo bíblico é que seus efeitos e mais precisamente seus benefícios não ficam evidentes, muitas vezes, no período em que os heróis atuam. As boas consequências surgem posteriormente, quando os homens e mulheres (porque temos muitas heroínas enquadradas também nestes aspectos) caem no esquecimento, mas a diferença que fizeram para outros e para o bem maior não são apagados facilmente.



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Lei de Acessibilidade









Apesar da Lei de Acessibilidade já estar em vigor há muito tempo, muitos estabelecimentos comerciais, e mesmo públicos, desrespeitam as normas de adequação dos serviços de acesso a cadeirantes ou pessoas com dificuldade de locomoção. Além dos cadeirantes outros têm os seus direitos desrespeitados como os idosos, pessoas que usam salto alto, portadores de muletas, portadores de deficiência física e todos os que têm mobilidade reduzidas de locomoção.






DECRETO Nº 5.296 DE 2 DE DEZEMBRO DE 2004





Art. 8o Para os fins de acessibilidade, considera-se:
  1. acessibilidade: condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida;
  2. barreiras: qualquer entrave ou obstáculo que limite ou impeça o acesso, a liberdade de movimento, a circulação com segurança e a possibilidade de as pessoas se comunicarem ou terem acesso à informação, classificadas em:
    1. barreiras urbanísticas: as existentes nas vias públicas e nos espaços de uso público;
    2. barreiras nas edificações: as existentes no entorno e interior das edificações de uso público e coletivo e no entorno e nas áreas internas de uso comum nas edificações de uso privado multifamiliar;
    3. barreiras nos transportes: as existentes nos serviços de transportes; e
    4. barreiras nas comunicações e informações: qualquer entrave ou obstáculo que dificulte ou impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens por intermédio dos dispositivos, meios ou sistemas de comunicação, sejam ou não de massa, bem como aqueles que dificultem ou impossibilitem o acesso à informação;




Da Acessibilidade no Transporte Coletivo Rodoviário.

Art. 38. No prazo de até vinte e quatro meses a contar da data de edição das normas técnicas referidas no § 1o, todos os modelos e marcas de veículos de transporte coletivo rodoviário para utilização no País serão fabricados acessíveis e estarão disponíveis para integrar a frota operante, de forma a garantir o seu uso por pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.
§ 1o As normas técnicas para fabricação dos veículos e dos equipamentos de transporte coletivo rodoviário, de forma a torná-los acessíveis, serão elaboradas pelas instituições e entidades que compõem o Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, e estarão disponíveis no prazo de até doze meses a contar da data da publicação deste Decreto.
§ 2o A substituição da frota operante atual por veículos acessíveis, a ser feita pelas empresas concessionárias e permissionárias de transporte coletivo rodoviário, dar-se-á de forma gradativa, conforme o prazo previsto nos contratos de concessão e permissão deste serviço.
§ 3o A frota de veículos de transporte coletivo rodoviário e a infra-estrutura dos serviços deste transporte deverão estar totalmente acessíveis no prazo máximo de cento e vinte meses a contar da data de publicação deste Decreto.
§ 4o Os serviços de transporte coletivo rodoviário urbano devem priorizar o embarque e desembarque dos usuários em nível em, pelo menos, um dos acessos do veículo.
Art. 39. No prazo de até vinte e quatro meses a contar da data de implementação dos programas de avaliação de conformidade descritos no § 3o, as empresas concessionárias e permissionárias dos serviços de transporte coletivo rodoviário deverão garantir a acessibilidade da frota de veículos em circulação, inclusive de seus equipamentos.
§ 1o As normas técnicas para adaptação dos veículos e dos equipamentos de transporte coletivo rodoviário em circulação, de forma a torná-los acessíveis, serão elaboradas pelas instituições e entidades que compõem o Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, e estarão disponíveis no prazo de até doze meses a contar da data da publicação deste Decreto.
§ 2o Caberá ao Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - INMETRO, quando da elaboração das normas técnicas para a adaptação dos veículos, especificar dentre esses veículos que estão em operação quais serão adaptados, em função das restrições previstas no art. 98 da Lei no 9.503, de 1997.
§ 3o As adaptações dos veículos em operação nos serviços de transporte coletivo rodoviário, bem como os procedimentos e equipamentos a serem utilizados nestas adaptações, estarão sujeitas a programas de avaliação de conformidade desenvolvidos e implementados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - INMETRO, a partir de orientações normativas elaboradas no âmbito da ABNT.







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